Medo de crescer - Domingos Pelegrini
quarta-feira, 13 de abril de 2011
é,
a turma é isso ai cara, uma reunião diária de espinhas e inquietações, habilidades e temperamentos, o baralho das personalidades se misturando, o jogo das informações e dos sentimentos rolando nas conversas sem fim, nas andanças sem cansaço, nas músicas compartilhadas, no refrigerante com três canudos e uma empadinha pra quatro...
mais uma vez que eu acordo
cadê você?
Encontrei a vida, agora posso respirar.
Não sou mais eu que vivo aqui, pois tu estas a me guiar.
Encontrei a vida, agora posso respirar.
Não sou mais eu que vivo aqui, pois tu estas a me guiar.
Bllaze - Onde está você
terça-feira, 12 de abril de 2011
nunca fui o tipo de garota
que seguia as regras. Também nunca burlei todas elas.
Não sou uma fora da lei, apenas sigo o que me é conveniente de um modo racional e agradável.
Porém, nunca deixa de ser interessante ser o tipo de garota que quando coloca os pés no chão pela manhã o diabo diz "Oh' droga, ela acordou".
Não sou uma fora da lei, apenas sigo o que me é conveniente de um modo racional e agradável.
Porém, nunca deixa de ser interessante ser o tipo de garota que quando coloca os pés no chão pela manhã o diabo diz "Oh' droga, ela acordou".
Jéssica Geroldi
12 de abril de 2011
queria somente
que quando tudo estivesse perfeito, não viesse a vida e destruisse todas as coisas belas .
Jéssica Geroldi
12 de abril de 2011
terça-feira, 5 de abril de 2011
amigos homens
não ligam para as suas roupas ou para o seu estilo. Não colocam defeito em suas unhas, a menos que elas estejam o arranhando. Não falam de seu cabelo, a menos que ele esteja lindo. Não falam de seus outros amigos. Não reclamam de tudo todo o tempo. Falam mais porcarias do que coisas uteis. Vivem no meio da bagunça. Dizem que você está linda nos seus piores dias. Cuidam de você quando necessário, e quando não necessário também. Dizem que te amam sempre que lhes convém. Te querem por perto. Não falam mal de você quando você vai embora, e acima de tudo, te amam exatamente do modo como você é, sem esperar mudanças.
Eles sim são eternos ;
Eles sim são eternos ;
Jéssica Geroldi
05 de abril de 2011
entenda o coração de uma mulher.
Um dia o amor bateu a minha porta e pediu se podia entrar. Eu, cedi-lhe minha casa, minha cama, minha comida, meus segredos.
Outro dia o amor bateu em meu coração e pediu se podia sair.
Em prantos, abri a porta de minha vida e deixei-lhe ir.
Encontrei o amor certo dia e pedi "por que me abandonastes?"
Ele simplesmente respondeu "queria saber se te importavas tanto a ponto de correr, saltar, lutar ou simplesmente pedir-me a voltar.
Outro dia o amor bateu em meu coração e pediu se podia sair.
Em prantos, abri a porta de minha vida e deixei-lhe ir.
Encontrei o amor certo dia e pedi "por que me abandonastes?"
Ele simplesmente respondeu "queria saber se te importavas tanto a ponto de correr, saltar, lutar ou simplesmente pedir-me a voltar.
Jéssica Geroldi
Dedicado a: Joice Freisleben.
A tristeza permitida
Se eu disser pra você que hoje acordei triste.....
que foi difícil sair da cama, mesmo sabendo que o sol estava se exibindo lá fora e o céu convidava para a farra de viver, mesmo sabendo que havia muitas providências a tomar, acordei triste e tive preguiça de cumprir os rituais que normalmente faço sem nem prestar atenção no que estou sentindo, como tomar banho, colocar uma roupa,ir pro computador, sair para compras e reuniões - se eu disser que foi assim, o que você me diz? Se eu lhe disser que hoje não foi um dia como os outros, que não encontrei energia nem para sentir culpa pela minha letargia, que hoje levantei devagar e tarde e que não tive vontade de nada, você vai reagir como?
Você vai dizer "te anima" e me recomendar um antidepressivo, ou vai dizer que tem gente vivendo coisas muito mais graves do que eu (mesmo desconhecendo a razão da minha tristeza), vai dizer para eu colocar uma roupa leve, ouvir uma música revigorante e voltar a ser aquela que sempre fui, velha de guerra.
Você vai fazer isso porque gosta de mim, mas também porque é mais um que não tolera a tristeza: nem a minha, nem a sua, nem a de ninguém. Tristeza é considerada uma anomalia do humor, uma doença contagiosa, que é melhor
eliminar desde o primeiro sintoma. Não sorriu hoje? Medicamento. Sentiu uma vontade de chorar à toa? Gravíssimo, telefone já para o seu psiquiatra.
A verdade é que eu não acordei triste hoje, nem mesmo com uma suave melancolia, está tudo normal. Mas quando fico triste, também está tudo normal. Porque ficar triste é comum, é um sentimento tão legítimo quanto a alegria, é um registro da nossa sensibilidade, que ora gargalha em grupo, ora busca o silêncio e a solidão. Estar triste não é estar deprimido.
Depressão é coisa muito mais séria, contínua e complexa. Estar triste é estar atento a si próprio, é estar desapontado com alguém, com vários ou com si mesmo, é estar um pouco cansado de certas repetições, é descobrir-se frágil num dia qualquer, sem uma razão aparente - as razões têm essa mania de serem discretas.
"Eu não sei o que meu corpo abriga/ nestas noites quentes de verão/ e não importa que mil raios partam/ qualquer sentido vago de razão/ eu ando tão down...". Lembra da música? Cazuza ainda dizia, lá no meio dos versos, que pega mal sofrer. Pois é, pega. Melhor sair pra balada, melhor forçar um sorriso, melhor dizer que está tudo bem, melhor desamarrar a cara. "Não quero te ver triste assim", sussurrava Roberto Carlos em meio a outra música. Todos cantam a tristeza, mas poucos a enfrentam de fato. Os esforços não são para compreendê-la, e sim para disfarçá-la, sufocá-la, ela que, humilde, só quer usufruir do seu direito de existir, de assegurar o seu espaço nesta sociedade que exalta apenas o oba-oba e a verborragia, e que desconfia de quem está calado demais. Claro que é melhor ser alegre que ser triste (agora é Vinicius), mas melhor mesmo é ninguém privar você de sentir o que for. Em tempo: na maioria das vezes, é a gente mesmo que não se permite estar alguns degraus abaixo da euforia.
Tem dias que não estamos pra samba, pra rock, pra hip hop, e nem por isso devemos buscar pílulas mágicas para camuflar nossa introspecção, nem aceitar convites para festas em que nada temos para brindar. Que nos deixem quietos, que quietude é armazenamento de força e sabedoria, daqui a pouco a gente volta, a gente sempre volta, anunciando o fim de mais uma dor - até que venha a próxima, normais que somos.
Martha Medeiros
O mito do "mundo melhor"
As vezes paramos e pensamos que tudo que mais desejamos é um mundo melhor. Outras vezes paramos e agradecemos pelo mundo a qual nos encontramos hoje. Mas por fim, o que avaliamos por um Mundo Melhor?
Provavelmente o mundo a qual sonhamos desde crianças. Um mundo sem guerras, sem poluição, sem desastres naturais, sem desigualdades sociais, entre tantos outros fatores aos quais discutimos diariamente sem cessar.
Na realidade gostamos, realmente gostamos, de julgar as ações alheias sem avaliar as nossas próprias.
Vemos diariamente pessoas discriminando, fazendo guerras, poluindo a natureza e não fazemos nada, absolutamente nada, com relação a isso. Em 95% dos casos aplaudimos, concordamos ou até participamos das ações as quais julgamos "destruidoras do mundo perfeito".
Pergunto-lhes agora: Qual a diferença, entre jogar a garrafinha d'agua ou o papel do pedágio para fora da janela do carro ou no lixo de casa? Qual a real diferença entre brancos e negros? Qual a razão, por favor, uma real razão, para fazermos guerras?
Provavelmente a maioria das pessoas levariam no mínimo 20 minutos para responderem apenas uma dessas questões, enquanto dirijo-me a vocês em um relato feito em dois minutos.
A garrafinha d'agua ou o papel do pedágio poderiam serem reciclados, reaproveitados ou simplesmente deixarem de poluir nosso bem mais precioso se não fossem jogados a fora do carro.
Sendo branco, amarelo, azul ou negro, todos nós temos braços, pernas, olhos, cérebros e corações. A real diferença entre brancos e negros não se resume há uma simples coloração de pele e sim a grande infantilidade por parte de ambos.
As guerras antigamente resumiam-se há conquistar territórios e acumular riquezas.
Pergunto-lhes agora: Algum dos países dos quais fazem guerras atualmente realmente precisam "expandir territórios"?
Quando entramos na escola o primeiro valor fundamental que aprendemos é que "brigas não resolvem desavenças, nem melhoram situações". Onde estão os valores primários?
O básico é básico, o necessário é simples. O mundo pede socorro, as pessoas clamam por ajuda. Faça sua parte.
Provavelmente o mundo a qual sonhamos desde crianças. Um mundo sem guerras, sem poluição, sem desastres naturais, sem desigualdades sociais, entre tantos outros fatores aos quais discutimos diariamente sem cessar.
Na realidade gostamos, realmente gostamos, de julgar as ações alheias sem avaliar as nossas próprias.
Vemos diariamente pessoas discriminando, fazendo guerras, poluindo a natureza e não fazemos nada, absolutamente nada, com relação a isso. Em 95% dos casos aplaudimos, concordamos ou até participamos das ações as quais julgamos "destruidoras do mundo perfeito".
Pergunto-lhes agora: Qual a diferença, entre jogar a garrafinha d'agua ou o papel do pedágio para fora da janela do carro ou no lixo de casa? Qual a real diferença entre brancos e negros? Qual a razão, por favor, uma real razão, para fazermos guerras?
Provavelmente a maioria das pessoas levariam no mínimo 20 minutos para responderem apenas uma dessas questões, enquanto dirijo-me a vocês em um relato feito em dois minutos.
A garrafinha d'agua ou o papel do pedágio poderiam serem reciclados, reaproveitados ou simplesmente deixarem de poluir nosso bem mais precioso se não fossem jogados a fora do carro.
Sendo branco, amarelo, azul ou negro, todos nós temos braços, pernas, olhos, cérebros e corações. A real diferença entre brancos e negros não se resume há uma simples coloração de pele e sim a grande infantilidade por parte de ambos.
As guerras antigamente resumiam-se há conquistar territórios e acumular riquezas.
Pergunto-lhes agora: Algum dos países dos quais fazem guerras atualmente realmente precisam "expandir territórios"?
Quando entramos na escola o primeiro valor fundamental que aprendemos é que "brigas não resolvem desavenças, nem melhoram situações". Onde estão os valores primários?
O básico é básico, o necessário é simples. O mundo pede socorro, as pessoas clamam por ajuda. Faça sua parte.
Jéssica Geroldi
05 de abril de 2011
domingo, 3 de abril de 2011
minha manias
mudam de um dia para o outro, meus gostos variam, minhas preferências se alteram, hoje gosto, amanhã talvez. Penso na vida com mais entusiasmo do que o normal, mudo e mudo de novo, crio e descrio, e sorrio após cada desafio.
Caio e levanto, vou e volto, choro e sorriu, lembro e esqueço, relembro, e relembro de novo.
A verdade é que sou intensa de mais e não a santo que mude isso. Vibro com alegrias as quais não me pertencem, me afundo em tristezas que não são minhas, e após tudo isso sorriu radiante, feliz, pura e simplesmente por me importar.
Caio e levanto, vou e volto, choro e sorriu, lembro e esqueço, relembro, e relembro de novo.
A verdade é que sou intensa de mais e não a santo que mude isso. Vibro com alegrias as quais não me pertencem, me afundo em tristezas que não são minhas, e após tudo isso sorriu radiante, feliz, pura e simplesmente por me importar.
Jéssica Geroldi
03 de abril de 2011.
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