-Jéssica Geroldi
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
Podem me chamar de amarga ou mal amada, mas sempre tive um apreço especial pelos meus momentos solitários. Sempre gostei de "pensar com os meus botões", só com eles. De curtir uma boa música, ou até de sair cantando e dançando loucamente pela casa. São coisas minhas, só minhas, que eu não compartilho com ninguém. Sempre gostei de solidão, até chegar ao ponto de criar diálogos intermináveis comigo mesma e notar que mesmo sozinha eu precisava de alguém. Alguém que me ouvisse, realmente isso, alguém que só me ouvisse, sem julgar ou opinar. Porque era isso que eu fazia, me trancava em casa sozinha e contava tudo o que estava acontecendo para mim mesma. E repetia novamente. Me espantava com o que eu deveria me espantar, sorria com o que se deveria sorrir, chorava. Acho que esse é um dos motivos de eu raramente externar minhas emoções mais profundas, afinal, eu já tenho elas bem guardadas com a pessoa mais confiável: eu. Acho que por ser tão aberta comigo mesma eu tenho problemas de me abrir com os outros, e tenho problemas em mentir pros outros. Porque eu sempre tive em mente, que quando se mente para os outros, é como se estivesse mentindo para si próprio. Sou sincera comigo mesma, então quando vejo estou sendo sincera com os outros também. Mas nem sempre isso é uma qualidade, já quebrei muito a cara por ser assim. Afinal, até que ponto devemos confiar em alguém e na nossa sinceridade? Por não saber responder ao certo essa pergunta prefiro me deter confiando somente em mim, não é o fato de eu querer me "isolar" do mundo, é o fato de eu tirar um tempo do mundo para focar em mim.
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